Aloysio de Alencar Pinto
3/2/1911 Fortaleza, CE
6/10/2007 Rio de Janeiro, RJ
Depois de estudar em Paris, voltou ao Brasil e se fixou no Rio de Janeiro passando a se dedicar a pesquisar sobre a música brasileira. Em 1953, fez sua primeira gravação registrando uma peça de Alexandre Levy e uma valsa lenta de sua autoria.
Foi por muitos anos diretor da Rádio Mec na qual produziu em colaboração com Haroldo Costa programas sobre a música popular brasileira e internacional, como "Estampas Brasileiras" e "Mosaico Panamericano". Integrou o Instituto Nacional do Folclore do qual foi Diretor de Pesquisa e lá produziu dois dos mais importantes trabalhos sobre o folclore brasileiro: o "Documentário Sonoro do Folclore Nacional" com 44 discos e "Da Arte da Cantoria" com 4 discos. Participava regularmente de encontros com os mestres da música popular e folclórica brasileira, como Azulão, Jacob do Bandolim, Patativa do Assaré e Pixinguinha. Compôs polcas, schottisches, mazurcas, lundus, valsas, choros, toadas e maxixes, além de ritmos indígenas e afro-brasileiros. A partir de 1966 passou a integrar o Conselho Superior de Música Popular Brasileira no Museu da Imagem e do Som, a convite do então estruturador do MIS, Ricardo Cravo Albin. Em 1986, participou, organizou e produziu juntamente com José Silas Xavier o LP "Os Pianeiros" lançado pela FENAB. Participou do LP juntamente com os pianistas Carolina Cardoso de Menezes e Antônio Adolfo, tocando nas faixas "Maghi", um schottisch de Raimundo Donizetti Gondim; "Morrer sonhando", valsa de J. Garcia de Christo; "Sultana", polca de Chiquinha Gonzaga; "Pisando em ovos", tango de Carlos de Abreu; " Coração que implora", valsa de José Ribas, e "Fon-Fon", tango de Ernesto Nazareth. Em 1995, lançou pela Funarte o CD "Aloysio de Alencar Pinto Interpreta Nazareth". Em seu trabalho como musicólogo estudou a contribuição do Padre José Maurício para o ensino do piano no Brasil. Foi responsável pela revelação da criação popular de Francisco Mignone sob o pseudônimo "Chico Bororó". Estudou a obra pianística de Ernesto Nazareth, e demonstrou o pentatonalismo na música nordestina. Fez também uma historização da música brasileira da "Belle Époque". Foi também estudioso da música para o cinema em especial do cinema brasileiro e produziu para a Cinemateca do MAM - Museu de Arte Moderna, do Rio de Janeiro, uma série de trilhas sonoras para filmes mudos ali exibidos.

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