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Cabruêra



Dados Artísticos

Grupo vocal e instrumental.

Arthur Pessoa - Campina Grande, PB - 1976 - Acordeon, violão esferográfico e percussão.

Orlando Freitas - Campina Grande, PB - 1971 - Baixo, craviola, pífano, percussão e vocal.

Zé Guilherme - João Pessoa, PB - 1963 - Voz e percussão.

Tom Rocha - Olinda, PE - 1977 - Percussão e vocal.

Fredi Guimarães - João Pessoa, PB - 1974 - Violão, percussão e vocal.

Alexandre Magno - Campina Grande, PB - 1974 - percussão e vocal.

O grupo surgiu em 1999 quando Arthur Pessoa abandonou o curso de Antropologia Cultural e formou o grupo juntamente com Fredi Guimarães. O nome do grupo vem de um termo muito utilizado no cangaço e que significa os cabras, ou seja, o bando, assim como a cabra, animal resistente à seca e de grande capacidade de adaptação às situações difíceis do sertão. O grupo realiza uma fusão de rítmos, misturando cocos, cirandas, repentes, repentes e outros gêneros nordestinos com ampla utilização dos recursos tecnológicos. Segundo o crítico Alexandre Sanches, da Folha de São Paulo, "O grupo se move entre influências de Hermeto Pascoal e do rock progressivo dos anos 1970, turbinadas por forte regionalismo".

Em 2000, foi o grupo de maior sucesso no festival Abril Pro Rock. No mesmo ano, recebeu o prêmio "Kikito de ouro" no festival de cinema de Gramado (RS), com a melhor música, segundo o juri oficial, por "Ciência nordestina". Ainda em 2000, apresentou-se por 5 dias na Alemanha durante o festival "Heimatklange", que significa "Sons da terra". Na ocasião participou de um CD gravado ao vivo em Berlim, em benefício de crianças de rua de todo o mundo. Foram incluídas no CD as músicas "Forró esferográfico" e "Evolução". Sobre o grupo, assim escreveu o jornal Der Tagesspiegel, de Berlim "A Cabruêra não toca instrumentos, mas invoca demônios. Partículas sonoras rebeldes que o vento faz passar sobre o planeta. Uma sintaxe dinamitada, cujo estilhaços se abafam nas poças de chuva que envolvem uma cidade industrial. Com uma troca de golpes coletiva, a Cabruêra ensaia uma revolta da província contra a matrópole".

Posteriormente, a banda teve músicas incluídas em outro CD coletânea, produzido pela boate parisiense Favela Chic.

Em 2001, lançou pela Nikita Music o primeiro CD que contou com a participação do coral Voz Ativa, trazendo entre outras, as composições "Loa de chegança", de Zé Guilherme, "Forró esferográfico", de Arthur Pessoa, "Ciência nordestina", de Alessandro Maia e "Mugunzá", de Zé Guilherme e Arthur Pessoa. Por ocasião do lançamento realizou show no teatro Rival do Rio de Janeiro. Na mesma ocasião, apresentou-se no Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro durante o 7º Encontro Nacional de pesquisadores de música popular brasileira.

Em 2002, participaram do projeto "Eletro+Acústico" realizado na casa de shows Balrom no Rio de Janeiro, que reuniu nomes como Pedro Luis, Otto, Velha Guarda da Mangueira, Bnegão, Jorge Mautner, Bangalafumega e Brasov. Em 2003, realizou diversos shows no Rio de Janeiro, entre os quais, um na Casa Rosa em Laranjeiras, Rio de Janeiro, na série "Pessoas do século passado".

Em 2004, o grupo lançou seu segundo CD "O samba da minha terra", confirmando sua identidade pautada nos ritmos da cultura nordestina e mesclando os elementos locais aos da cultura universal. O repertório traz, ente outras novidades, recriações de "Carcará", de João do Vale e José Cândido, "É proibido cochilar", de Antônio Barros, passando pela declamação do poema "Auto de Zé Limeira", em homenagem ao cantador, conhecido como poeta do absurdo, além da faixa "Zabé sabe", de Arthur Pessoa, homenageando a tocadora de pífano Zabé da loca, num trabalho ponteado de maracas e triângulo

O disco saiu pela Nikita Music, com previsões de lançamento na Europa por um selo alemão.

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