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Dalton Vogeler

Dalton Vogeler Gomes
12/1/1926 Rio de Janeiro, RJ
8/12/2008 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1946, criou e dirigiu o Quinteto de Dalton, que atuou até 1949, na Rádio Club. De 1949 a 1959, o grupo apresentou-se na Rádio Tupi. A partir de 1950, participou, como saxofonista e contrabaixista, de diversas orquestras e conjuntos, como: Zingar, Waldir Calmon, Djalma Ferreira, Steve Bernard, Sachas, Copacabana Palace, Boite Vogue, Carlito e seu conjunto, Boite Au Bon Gourmet, Bob Fleming, Orquestra Tabajara e Waldir Azevedo.

Como compositor, teve seu primeiro trabalho registrado em 1959, com a gravação de "Balada triste", parceria com Esdras Silva, por Ângela Maria e, em seguida, Agostinho dos Santos. A canção conta, ainda, com mais de 100 regravações e versões para vários idiomas. Nesse ano, teve a balada "Viver em paz" gravada pela cantora Maysa no LP "Maysa é Maysa... É Maysa... É Maysa" da RGE. No ano seguinte, iniciou sua carreira de produtor de discos,tendo trabalhado em várias gravadoras, como: Copacabana, Odeon, RCA Victor, CID e Continental. Produziu, neste período, discos de instrumentistas como Altamiro Carrilho e Déo Rian. Como relações-públicas da Orquestra de Waldir Azevedo, contratou a cantora Jucila, com quem veio a casar-se em 1962, para participar como crooner na turnê da Orquestra em Buenos Aires. Em 1963, participou do Plano de Execução do Convênio entre o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e a União Brasileira de Compositores (UBC), organizando caravanas de difusão da música popular brasileira no exterior. No mesmo ano, Hugo Santana gravou na Continental seu samba "Adeus à solidão". No ano seguinte, chefiou a VII Caravana Oficial da Música Popular Brasileira por nove países europeus, promovida pela Lei Humberto Teixeira, para divulgar a MPB no exterior. Em 1966, sua composição "Nem sempre", com Luiz Antônio foi gravada por Ellen de Lima na Odeon.

Exerceu o cargo de primeiro secretário da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) entre 1964 e 1967. Em 1965, foi eleito para a presidência do Conselho Regional da OMB, sendo transferido, em 1968, para a presidência do Conselho Federal e retornando, em 1971, à presidência do Conselho Regional daquela entidade, cargo que exerceu até 1973. Foi eleito em 1968 para a presidência do Departamento de Direitos Nacionais da UBC. Em 1986, foi convidado pelo Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) para participar de um grupo de revisão dos sistemas de arrecadação e distribuição do direito autoral. No mesmo ano, representou o Brasil no XXXV Congresso Mundial de Autores em Madri, na Espanha.

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