Nos primeiros anos de sua carreira apresentava-se em cabarés e teatros de variedade do Rio de Janeiro usando o pseudônimo de Jocanfer. No final de 1909, seu nome era citado no programa de filmes e variedades do Cinematógrafo Santana, localizado na Rua de Santana. Era então apontado como grande sucesso do Cinema Éden Cosmopolita de Buenos Aires, Argentina. Ainda em 1909, trabalhou para o Cine-teatro da Rua Visconde do Rio Branco.
Em 1910, apresentou-se no Chope Palácio Popular, conhecido como ABC, juntamente com a famosa cantora espanhola Lola Móntez. No mesmo ano passou a atuar no Teatrinho do Passeio Público, do Rio de Janeiro, fazendo duetos com o cantor Boneco. Excursionou por vários países da Europa, dentre eles, França, Portugal e Espanha. Em Paris, trabalhou em vários cabarés e ficou conhecido como Monsieur De Chocolat. Ao retornar ao Brasil, meses depois, passou a usar o pseudônimo De Chocolat.
Em 1920 atuou no cabaré High-Life, de Porto Alegre. De volta ao Rio de Janeiro, trabalhou, com sucesso, em temporadas nos cine-teatros Íris e Central. Foi ele quem lançou no Brasil o charleston. Fundou, em 1926, a Companhia Negra de Revistas, convidando Jaime Silva (único branco), para sócio. A Companhia Negra de Revistas, experiência pioneira, estreou no dia 31 de julho de 1926 com a revista "Tudo preto", de sua autoria, no Teatro Rialto. A direção era sua e de Alexandre Montenegro. Trabalhou também no elenco, fazendo o papel de compère, ou seja, o papel principal, no elenco estavam também Jandira Aimoré (futura esposa de Pixinguinha), Rosa Negra, Osvaldo Viana, Dalva Espínola (irmã de Aracy Cortes), Mingote e Guilherme Flores. Até a orquestra do espetáculo era composta de negros. Pixinguinha era o regente e Sebastião Cirino assinou a autoria das músicas. A peça lançou inclusive a música "Cristo nasceu na Bahia", um maxixe composto por Duque e Sebastião Cirino, que fez grande sucesso no carnaval de 1927 e foi gravado na Odeon por Artur Castro. Com o espetáculo a Companhia excursionou por Minas Gerais e São Paulo, obtendo muito sucesso. No mesmo ano, desligou-se da Companhia Negra de Revistas e fundou a "Ba ta clan preta", nova companhia com a qual passou a atuar. A primeira revista de sua nova companhia de revistas foi "Na penumbra", escrito por ele em parceria com Lamartine Babo e Gonçalves Oliveira. A nova companhia estreou em São Paulo, no Teatro Santa Helena, com direção de orquestra a cargo de Pixinguinha e Bonfíglio de Oliveira.
Em 1929, Francisco Alves gravou o seu samba "Mulata", pela Odeon e Sílvio Caldas, sua "Modinha brasileira", na Parlophon. No mesmo ano, a cantora Laís Areda lançou, também na Odeon, o maxixe "Baianinha". Em 1932, Castro Barbosa lançou sua versão para o foxtrote "Boa-noite, querida". Ainda nesse ano, o grupo vocal As Três Marquesas gravou para a Victor sua versão para a valsa "Guarde a última valsa para mim", de Hirsch, Moacir Bueno da Costa gravou o fox canção "Olhos passionais", parceria com Gastão Bueno Silva, na Columbia, e Jorge Fernandes gravou na Victor a valsa "Aventuras de um beijo", com Guilherme Pereira. Ainda no mesmo ano, compôs com Oscar Mota o samba "Baianinha", gravado por Aracy Cortes na Parlophon e o fox-canção "Três horas da manhã", parceria com Manoel Pereira Franco, gravado por Moacir Bueno Rocha na Columbia.
Em 1933, compôs com Caruzinho e Sílvio Caldas o samba "Na aldeia", gravado por Sílvio Caldas na Victor. Em 1934, sua marcha "Negra também é gente", parceria com Ary Barroso, foi gravada por Francisco Alves na Odeon. Em 1935, Augusto Calheiros gravou a valsa canção "Falando ao teu retrato", parceria com Meira e Aurora Miranda o samba canção "Meu branco", com Benedito Lacerda, ambas as gravações na Odeon. Em 1937, Gastão Formenti gravou pela Odeon a canção "Felicidade", com J. C. Rondon.
Escreveu ainda a burleta "Por que bebes tanto assim?", "Ritmos do Brasil", show em parceria com Maurício Santhos, com quem fez a revista "Bazar de brinquedos". Lançou posteriormente a revista "Deixe o velho trabalhar", escrita com Roberto Ruiz. Autor teatral de sucesso, escreveu comédias, sketches e revistas como "O petróleo do Lobato"; "Flor do mato"; "Ao rufar dos tambores"; Deixa eu morar com ela"; "Preto não é bom" e "Algemas quebradas" entre outras. Escreveu diversos shows, especialmente para a boate "Night and day". Foi fundador, juntamente com o dançarino Duque, da "Casa de Caboclo", de muita popularidade na época em que foi criada, nos anos 1930.
O último espetáculo que produziu foi "Artigo do dia", apresentado na boate Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

25
MAI
Aniversariantes
Adolfo Passos
Bruna Viola
Chico Alves
Jota Efegê
Luiz Carlos Borges
Luiz Eça
Maurício Ramalho
Muraro
Paraguassu
Pedrinho da Flor
Rita Ribeiro
Tia Amélia

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