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Dolores Duran

Adiléa da Silva Rocha
7/6/1930 Rio de Janeiro, RJ
24/10/1959 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Compositora. Cantora.

Terceira dos quatro filhos do casal Armindo José da Rocha e Josefa Silva da Rocha. O pai era sargento da Marinha. Nasceu na Rua do Propósito, situada no bairro da Saúde, centro do Rio de Janeiro. Desde os três anos de idade já cantava. Aos cinco, já participava das festas populares de reisado e do grupo de pastorinhas (saía (...)

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Dados Artísticos

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Obras

  • A noite do meu bem
  • Canção da tristeza (c/ Edson Borges)
  • Castigo
  • Demais
  • Deus me perdoe (c/ Edson Borges)
  • Estrada do sol (c/ Tom Jobim)
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Discografia

  • ([ant. 1970]) Dolores Duran • Copacabana • LP
  • ([ant. 1970]) Estrada da saudade • Copacabana • LP
  • ([ant. 1970]) Dolores Duran • Copacabana • LP
  • (2000) Bis - Dolores Duran • EMI/Copacabana • CD
  • (1999) Dolores bem acompanhada • CD
  • (1999) Dolores - Um musical • CD
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Clips

  • Vi-a, pela primeira vez, no Vogue: Cantava escondidinha, fora de luz, atrás do saxofonista. Quase não se lhe via o rosto. Faz muito tempo.Mais tarde, fizemo-nos amigos. Com Ismael Neto, andávamos constantemente juntos. Estava presente, quando fizemos algumas cançõs, "Canção da volta", por exemplo, de que foi a primeira intérprete. Hoje em dia, lembrava-se de canções, minhas e de Ismael, das quais não me lembro. Só ela se lembrava. Prometia sempre um encontro (ummaestro presente), para escrevermos essas músicas, que Ismael não teve tempo de escrever. Uma delas chama-se "Dez noites". Essas músicas não serão conhecidas nunca mais. Poucas vezes passou pela música popular uma mulher de tanta sensibilidade. Seu coração era um coração repleto de amor. Nunca a vi que não dissesse estar apaixonada. Não dizia por quem . Vi-a, pela última vez na madrugada da última quinta-feira, no Kilt Bar. Fazia contracanto com um disco de canção francesa. Todos a ouviam, em silêncio. Depois, levantou-se, atravessou o bar e foi sentar-se sozinha, a uma mesa escanteada. Atirou-me um amendoim, para que eu a olhasse, e gritou de lá; "Estou tão apaixonada, e quero ficar aqui quietinha. Poss?". Procuro você, agora, para guardar os traços de seu rosto. Você, palidamente, você. O aroma da morte, entre as flores. Realizo no sono do seu rosto toda a humanidade, num sómomento difuso e longínquo. Roda-me a cabeça pelo álcool que bebi à notícia de sua partida. Já não sei onde estão as palavras." Crônica de Antônio Maria publicada no dia seguinte à morte de Dolores Duran.0
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Bibliografia Crítica

  • ALBIN, Ricardo Cravo. MPB: A história dos cem anos. Rio de Janeiro: MEC/Funarte, 1998.
  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.
  • EPAMINONDAS, Antônio. Brasil brasileirinho. Rio de Janeiro: Mec/Funarte, 1982.
  • MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.
  • SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume 1. São Paulo: Editora 34, 1997.
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Crítica

O primeiro grande resgate que se fez de Dolores Duran ocorreu – convém lembrar – com “Brasileiro, profissão esperança” (de Paulinho Pontes), quando a paixão da diretora Bibi Ferreira exibia a fossa incandescente (canções e fragmentos de vida) tanto de Dolores quanto de Antônio Maria. Os dois foram bafejados, desde então, (...)

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