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Edy Star

Edivaldo Souza
10/01/1938 Juazeiro, BA

Dados Artísticos

Começou sua carreira no início dos anos 1960, ainda em Salvador como ator amador. Em seguida, entrou para a Companhia Baiana de Comédias (CBC), percorrendo o interior baiano e alguns outros estados nordestinos, com peças teatrais.  Foi indicado, em Recife, como um dos melhores atores itinerantes da região e acabou contratado em 1967 pela Prodarte para participar do musical Memórias de 2 Cantadores, atuando junto com Teca Calazans, Naná Vasconcellos e Geraldo Azevedo. A peça ganhou diversos prêmios no Festival de Teatro de Pernambuco (1968): Melhor Musical, Melhor Figurino e Melhor Conjunto. Entre 1968 e 1971, tentou iniciar carreira de produtor artístico na TV Jornal do Comércio, de Recife; e na TV Itapuã, de Salvador. Ao iniciar sua carreira de cantor nas rádios Sociedade da Bahia e Cultura da Bahia, conheceu o cantor, na época vocalista do grupo Os Panteras, Raul Seixas. A relação de Edy e Raul não era muito boa no início, pois concorriam pelo mesmo espaço nas rádios. Entretanto a amizade se estreitou com o tempo. Em 1970, Raul Seixas foi contratado como produtor musical pela gravadora Columbia (CBS Discos), do Rio de Janeiro, e levou Edy com ele. O primeiro trabalho da, então recém-formada parceria, foi a gravação de um compacto de Edy (que ainda não havia adotado "Star" como sobrenome). As músicas do disco foram compostas e produzidas por Raul Seixas: No lado A, "Aqui é quente, bicho"; e no lado B, "Matilda".  Em 1971  Edy ganhou notoriedade nacional, ao gravar o disco "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10", junto com Sérgio Sampaio,  Raul Seixas e Míriam Batucada. O disco, lançado pelo CBS, e produzido por Raul Seixas e Sérgio Sampaio, foi inspirado no ábum dos Beatles "Sargent Pepper´s Lonely Hearts Club Band". Esse lançamento rendeu apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo. A partir de 1972, passou a cantar em cabarés do Rio de Janeiro e adotou o sobrenome artístico "Star". Edy Star chamou a atenção, nessa época, do jornal "O Pasquim", que o elevou à condição de pop-star. Atuou também em boates da zona sul carioca, como a  Number One, e em teatros de revista, além de temporadas na boate Up's, em São Paulo. Foi contratado pela gravadora Som Livre, e gravou pela mesma, em 1974, o disco Sweet Edy, com composições feitas especialmente para ele, por nomes consagrados da música popular brasileira, entre os quais Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Foi contratado também pela Rede Globo de Televisão e participou de programas musicais na extinta Rede Tupi, entre 1973-1976.
Dirigiu, escreveu  e participou de várias peças de teatro, dentre as quais "A Gargalhada do Peru", que percorreu vários estados brasileiros, entre 1986 e 1988; e "O Belo Indiferente", de Jean Cocteau. Essa última levou Edy, em 1992, ao Festival de Teatro em Primavera de Madri, Espanha. Lá foi convidado com seu grupo a participar das comemorações dos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992). No mesmo ano, foi contratado pelo Cabaré Chelsea, em Madri, como diretor de shows, passando a rersidir naquele país. Em 2009, participou de homenagem a Raul Seixas no show "Toca Raul", que foi apresentado no evento "Virada Cultural", em São Paulo. Em 2011, a gravadora Joia Moderna relançou o seu disco de maior sucesso, "Sweet Edy", gravado em 1974. Nesse trabalho, Edy interpretou canções como "Edith Cooper", de Gilberto Gil, "O conteúdo", de Caetano Veloso, e "Claustrofobia", de Roberto Carlos.

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