Após reuniões no Paulistano, na Rua da Glória e a partir dos estatutos dos "Acadêmicos do Peruche" foi fundado em 24 de setembro de 1967 o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre, que adotou o nome do Bloco Carnavalesco Mocidade Alegre, bloco com homens vestidos de mulheres, que costumava desfilar no centro de São Paulo, mas com vários dos participantes que viriam a fundar a escola. O primeiro presidente foi Juarez da Cruz, co-fundador ao lado de seus irmãos Carlos e Salvador da Cruz, Neide (esposa de Salvador), entre outros, sendo os três nascidos na cidade de Campos, no Rio de Janeiro. A escola adotou como cores oficiais o verde, o vermelho e o branco, sendo a primeira escola, no carnaval paulista, a utilizar destaques sobre carros alegóricos e desfilar com alas coreografadas. No ano seguinte à fundação desfilou com 180 componentes e com o enredo "Índios do Brasil", classificando-se em quinto lugar. No ano seguinte desfilou com o tema "Romanos", ganhando o primeiro lugar. Passou assim para o segundo grupo, transformando-se de bloco carnavalesco em escola de samba. Tendo como madrinha a Escola de Samba Império do Samba de Santos, Dráusio da Cruz (como diretor de harmonia) começou a ensaiar os passistas e ritmistas da Mocidade Alegre e em 7 de julho de 1970 foi inaugurada a quadra da escola na Avenida Casa Verde, no bairro do Limão, sendo conhecida por A Morada do Samba. Ainda em 1970, venceu o "Segundo Grupo" e, nos anos seguintes, já no Grupo de Elite, foi campeã em 1971, ganhou o bi-campeonato em 1972 e consagrou-se tricampeã do carnaval paulistano em 1973. É considerada a primeira Escola de Samba a ser convidada pelo Ministério da Cultura a representar a Cultura da Raiz Paulistana na Europa, viajando para a Ilha da Madeira. Em 1980 foi campeã. Nos anos de 1993, 1996 e 2000, classificou-se em terceiro lugar. No ano de 2003 assumiu a presidência da escola Solange Cruz Bichara Rezende, tendo como vice Marcos Rezende (Mestre Sombra). No carnaval deste ano de 2003 foi vice-campeã com o enredo "Omi - O Berço da Civilização Yorubá". No ano de 2004 consagrou-se campeã com o enredo "Do Além-Mar à Terra da Garoa, Salve esta Gente Boa", quando todas as escolas desfilaram com temas referentes aos 450 Anos da Cidade de São Paulo. Em 2005, com o enredo "Clara, Claridade... O canto de luz no Ylê da Mocidade", em homenagem à cantora mineira Clara Nunes, obteve o 3º lugar no "Grupo Especial". No ano seguinte, em 2006, classificou-se também em terceiro lugar com o enredo "Das Lágrimas de Iaty surge o Rio, do Imaginário Indígena a Saga de Opara. Para os Olhos do Mundo um Símbolo de Integração Nacional: Rio São Francisco", sobre a história do Rio São Francisco contada através do imaginário indígena. Em 2007 desfilou com o samba-enredo "Posso ser Inocente, Debochado e Irreverente... Afinal, Sou o Riso Dessa Gente!", de autoria de China, Grandini e Magrão, puxado por Daniel Collête e tendo como carnavalesco Zilkson Reis, sendo a campeã do carnaval paulista neste ano. Entre suasm celebridades destacamos a rainha da bateria Nani Moreira e o Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Emerson e Adriana.
BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Edição: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006, RJ.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008.

25
MAI
Aniversariantes
Adolfo Passos
Bruna Viola
Chico Alves
Jota Efegê
Luiz Carlos Borges
Luiz Eça
Maurício Ramalho
Muraro
Paraguassu
Pedrinho da Flor
Rita Ribeiro
Tia Amélia

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