Escritor. Poeta. Letrista.
Nasceu na Fazenda São Carlos às margens do rio Gongogi, na região cacaueira da Bahia, depois cidade renomeada para cidade de Gongogi.
Filho de Eduardo Tavares dos Santos e Hilda Marques Tavares.
Morou em Ubatã, de onde saiu aos quatro anos transferindo-se com a família para Feira de Santana.
Aos nove anos de idade mudou-se para Salvador.
Em 1962 formou-se em Direito na Universidade Federal da Bahia. Por essa época, publicou seus primeiros poemas, artigos, contos e traduções nas revistas literárias e jornais acadêmicos locais e de outros estados do país.
No ano de 1965 ingressou na Faculdade de Filosofia, onde cursou Letras Vernáculas e Inglês.
Participou ao lado de Cyro de Mattos, Alberto Silva, Marcos Santarrita, Fernando Batinga, entre outros, da Revista da Bahia, publicação que reunia a nova geração de escritores baianos.
No ano de 1967 participou da antologia "A Nova Poesia Bahiana", das Edições Tempo Brasileiro.
Teve poemas publicados em jornais em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Portugal e ainda traduzidos e publicados na Argentina, Uruguai, Chile, Bulgária e Estados Unidos.
Fundou em 1965 o Instituto de Línguas.
A revista "Alaluz", da Universidade da Califórnia dedicada à literatura latino-americana, destacou em artigo do professor William Megenney o livro "Somente um canto", primeiro livro de Ildásio Tavares, publicado em 1968.
Otto Maria Carpeux o considerava um dos poetas mais expressivos da poesia contemporânea.
Publicou: "Doze contistas da Bahia" (Rercord Editora-1969), "Textos de autores bahianos" (poemas/1969), "Quatro estórias do Mercado Modelo" (contos/1970), "Imago" (poesias/1972), "Breve romanceiro do natal" (poemas/1972), "Vinicius de Moraes - ensaio in Poeta dos Modernismo" (INL/1972), "Ditado" (poesia/Editora Tempo Brasileiro-1974), "Sete cantares de amigo" (poema/1975), "Antologia da poesia bahiana" (Fundação Cultural do Estado-1976), "O canto do homem cotidiano" (poesia/1977), "Poesia Moderna da Região do Cacau" (Editora Civilização Brasileira/1977), "Dezoito contistas baianos" (Departamento de Assuntos Culturais da Prefeitura de Salvador/1978), "Moderno Conto da Região do Cacau" (1978) e "Tapete do tempo" (poesia/Tempo Brasileiro/1980). Lecionou Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na Southern Illinois University, nos Estados Unidos, onde morou por dois anos, formando-se também mestre em Literatura Americana e Inglesa.
No ano de 1975 atuou como professor titular em Literatura Portuguesa no Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia.
Doutourou-se em Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da UFRJ.
Atuou como crítico literário no Jornal do Brasil e publicou artigos na revista "Senhor".
O poeta ganhou do amigo e escritor Jorge Amado uma homenagem, quando o romancista criou o personagem Ildásio Taveira, poeta do livro "Tenda dos Milagres".
Durante a vida publicou 42 livros, sendo 15 de poesias.
Escreveu a ópera afro-brasileira "Lídia d'Oxum", com músicas em parceria com Lindembergue Cardoso.
Em 27 de outubro foi internado no hospital Jorge Valente, em Salvador, vitimado por um AVC (Acidente Vasculhar Cerebral)

26
MAI
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