Iniciou sua vida profissional como pianista em 1922 no cinema "High Life", no Largo do Arouche, em São Paulo, substituindo seu professor. Nesse mesmo ano, aceitou o convite para dirigir uma orquestra de cinema, no Teatro Melpômene, em Vitória, ES. Essa experiência, no entanto, foi frustrada por um incêndio que destruiu o teatro, vinte e dois dias após a sua posse. Nessa mesma época, fez amizade com Barbosa Júnior, cantor e humorista, com quem passou a trabalhar.
Em 1927 escreveu o roteiro para a revista "Onde está o gato?", com letras de Luis Iglésias e Geysa Boscoli. No ano seguinte, escreveu a burleta "Noite de Reis", em parceria com J. Soares e libreto de Freire Júnior. Em 1929 o cantor Gastão Formenti gravou na Odeon sua toada "Jaboticaba" e Arnaldo Pescuma na Columbia o samba "A jura que me fizeste" e o maxixe "Já te dou-te". No mesmo ano, obteve seu maior sucesso no gênero de revista, "Mineiro com botas", com J.Tomáz e Martinez Grau e letra de Marques Porto e Luís Peixoto. Influenciado pelo teatro, compôs na década 1930 musicais com ritmo norte-americano e tangos argentinos. Em 1930 a cantora Dora Brasil gravou na Parlophon os sambas "Gosto muito de ti" e "Nega prosa". No mesmo ano, Francisco Alves lançou na Odeon o samba "Não preciso de você" e na Parlophon o samba "Escrita complicada". Em 1931 teve os sambas "Desgraça pouca é bobagem", "Eu sou feliz" e "Nego bamba", gravados na Victor por Otília Amorim, que também era atriz de teatro de revista. No mesmo ano, transferiu-se para o Rio de Janeiro trabalhando na Companhia de Roulien como maestro de espetáculos. Ao terminar a temporada, passou para a Companhia Genésio Arruda como maestro do espetáculo "Moinho de Jeca", com vários números musicais de sua autoria. No ano seguinte, Sílvio Caldas gravou o samba "Chorei nega" e Elisa Coelho o samba canção "Praga". Ainda em 1932, compôs a opereta "Uma falação de cabocla", com Pixinguinha e De Chocolat que foi o autor do libreto em parceria com o bailarino Duque. Atuou também como regente da Companhia Brasileira de Revistas no Teatro Trianon.
Em 1934 compôs com o cantor e compositor Jararaca a canção "Mocambo da serra" e com Artur Costa o samba canção "Fui à Bahia", ambas gravadas por Augusto Calheiros. Com a Companhia de Revistas Mulata Brasileira se apresentou em todo o Nordeste. No mesmo ano, compôs a música da comédia musical de Viriato Correia "Coisinha boa", em parceria com Joubert de Carvalho. Em 1935, escreveu o samba canção "No quilômetro dois...", que foi lançado no primeiro disco de Orlando Silva, marco importante na fonografia brasileira. No mesmo ano, Aracy de Almeida gravou "Samba o meu samba" e Raul Torres a marcha "Dona boa", parceria com o paulista Adoniran Barbosa. Em 1936, compôs a opereta "Sinhô do Bonfim". No ano seguinte, foi contratado como maestro da Companhia Alda Garrido. Em 1938, escreveu a opereta "Brasil caboclo". No ano de 1939, apresentou suas músicas em mais duas revistas "A vida assim é melhor", com Pixinguinha e texto de Paulo Orlando e De Chocolat e "O que é que a baiana tem", com letra de Henrique Fernandes. No ano seguinte, compôs "Os fidalgos da casa mourisca", com libreto de Costa Júnior. Nesse mesmo ano, apresentou-se no exterior com a Companhia Teatral Casa de Caboclo, criada pelo bailarino Duque, em 1932, e que se tratava de um teatro exclusivamente dedicado ao folclore, à música popular e às coisas típicas de nosso país. Compôs ainda a música para as revistas "Vai haver o diabo", com Lamartine Babo e Martínez Grau e letra de Alfredo Breda e Jerônimo de Castilho, "Ganhou mas não leva", com letra de Otávio Rangel e Milton Amaral e "Tutu marambaia", libreto de Batista Júnior e Belisário Couto. Deixou uma obra relativamente grande, tendo composto nos vários gêneros, desde canções e sambas até operetas.

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