Ingressou no rádio a convite de Cristóvão de Alencar, optando definitivamente pelo nome Cascata precedido de um "J" sugerido pelo próprio Cristóvão. Em 1932, já com o nome de J.Cascata, estreou no programa "Horas de outro mundo", de Renato Murce. Inicialmente, como os compositores não lhe confiassem obras inéditas, cantava o repertório dos grandes ídolos da época. Ao conhecer o compositor Leonel Azevedo, na época também iniciando na profissão, combinaram que ele cantaria as músicas de Leonel, e vice-versa. Em 1935, quando fez a valsa "O teu olhar", o cantor João Petra de Barros pediu para gravá-la, sendo esta a primeira obra de sua autoria a chegar as lojas. Logo em seguida, teve a segunda composição gravada, o samba "Minha palhoça", por Sílvio Caldas na Odeon, alcançando grande sucesso. No mesmo ano, Orlando Silva gravou na Victor o samba "Para Deus somos iguais", parceria com J. Barcelos.
Em 1936, Orlando Silva gravou as canções "Mágoas de caboclo" e "História joanina", as primeiras músicas compostas em parceria com Leonel Azevedo, estabelecendo-se assim uma das mais frutíferas parcerias da Música Popular Brasileira. No mesmo ano, compôs com Cristóvão de Alencar o samba "Tristeza" gravado por Orlando Silva. Em 1937, o mesmo Orlando Silva gravou o samba "Juramento falso" e a valsa "Lábios que beijei", um dos maiores sucessos de sua carreira, composição que iria consagrar a parceria com Leonel Azevedo, sendo a primeira parte de autoria de Azevedo e a segunda sua. No ano seguinte, compôs com Antônio Almeida o samba "Jurei mas fracassei" e a marcha "Sabe quem é? Você!", gravadas por Orlando Silva, um de seus maiores intérpretes. Ainda no mesmo ano, a cantora Odete Amaral lançou duas composições de sua parceria com Leonel Azevedo, a marcha "Não pago o bonde", grande sucesso no carnaval do ano seguinte e o samba "Não chores". Em 1938, Almirante gravou a marcha "Pierrô moderno", parceria com J. Barcelos e Francisco Alves a valsa "Minha história", parceria com Leonel Azevedo. No mesmo ano, fez com Manezinho Araújo a canção "Mágoas de um trovador", gravada por Sílvio Caldas na Columbia. Em 1939, Roberto Paiva gravou duas de suas parceriaas com Leonel Azevedo a valsa "Ao cair da noite" e o samba "Longe, muito longe". No mesmo ano, compôs com Roberto Martins o samba "Foi num sonho", gravado por J. B. de Carvalho e fez a primeira composição com Nássara, a marcha "História antiga", gravada por Orlando Silva. Ainda no mesmo ano, Sílvio Caldas gravou o fox-canção "Eu e você", parceria com J. Barcelos e a valsa "Última confidência", parceria com Leonel Azevedo.
Em 1940, fez com Haroldo Lobo a marcha "Maria Antonieta", gravada por Cândico Botelho e com Leonel Azevedo a batucada "Eu já mandei", gravada por Odete Amaral e o samba "Só ela", gravado por Gastão Formenti. No mesmo ano, Violeta Cavalcânti gravou as marchas "Vou sair de pai João", com Leonel Azevedo e "Pulo do gato", com Correia da Silva e Orlando Silva, duas de suas parcerias com Leonel Azevedo, o samba "Desilusão" e a valsa "Quero voltar aos braços teus". Em 1941, compôs sozinho, o samba "Lágrimas de homem", que Orlando Silva gravou. No mesmo ano, fez com Nássara a marcha "Anastácio", que Marilu gravou e com Heitor dos Prazeres a marcha "Africana", gravada por Odete Amaral. Em 1942, outra composição de sua parceria com Leonel Azevedo foi gravada por Orlando Silva, a canção "Mágoas de caboclo". Deixou inúmeras composições também com outros parceiros, como os compositores Nássara e Luís Bittencourt, entre outros. Entre os anos de 1942 e 1943, passou a dedicar-se ao clube de danças do qual era proprietário e ao cargo de funcionário de Departamento de Saúde Pública. Reapareceu em 1944, com o samba "Não serás feliz", gravado por Orlando Silva na Odeon. Em 1945, teve o smba "Ela vai voltar", parceria com Leonel Azevedo, gravado por Orlando Silva. Em 1946, Nelson Gonçalves regravou a canção "História joanina". Em 1949, voltou a ter composições gravadas por Orlando Silva, a valsa "Beijando as tuas mãos", parceria com F. Correia da Silva e o samba "A que ponto chegaste", parceria com Leonel Azevedo.
Em 1954, integrou o Conjunto da Velha Guarda, organizado por Almirante, onde tocava afoxé, e atuava ao lado de Pixinguinha, Donga, etc. A gravadora Sinter, registrou o trabalho do conjunto em dois LPs, "A Velha Guarda" e "Carnaval da Velha Guarda". Nesta mesma gravadora o cantor Carlos Augusto registrou várias de suas composições em parceria com Leonel Azevedo. Em 1955, teve as canções "Benvindo congressista" e "Canção do peregrino", parcerias com Murilo Caldas, gravadas por Alcides Gerardi na Odeon. Em fins da década de 1950 ocupou o posto de assistente da direção artística da gravadora Sinter. Posteriormente, passou a diretor artístico da Prestige.

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MAI
Aniversariantes
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Sivuca
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