Em 1970, viajou de férias ao Rio de Janeiro, onde conheceu Aldir Blanc, com quem viria a iniciar uma fértil parceria.
No ano seguinte, Elis Regina registrou o trabalho da dupla, gravando a canção "Bala com bala" em seu LP "Ela".
Em 1972, gravou sua canção "Agnus sei" (c/ Aldir Blanc), faixa B de um disco de bolso lançado pelo jornal "O Pasquim", que apresentava, no lado A, a composição "Águas de março", na interpretação do próprio compositor, Tom Jobim.
Formou-se em Engenharia no ano seguinte e mudou-se para o Rio de Janeiro. Ainda em 1973, gravou seu primeiro LP, "João Bosco", registrando sua parceria com Aldir Blanc, em canções como "Tristeza de uma embolada", "Nada a desculpar" e "Boi", entre outras, e incluindo também "Bernardo, o eremita", com Aldir Blanc e Cláudio Tolomei, além de "Quem será?", com Aldir Blanc e Paulo Emílio, e "Amon Rá e o cavalo de Tróia", com Paulo Emílio.
No ano seguinte, suas canções "O mestre-sala dos mares", "Dois pra lá, dois pra cá" e "Caça à raposa", todas com Aldir Blanc, foram incluídas no repertório do LP lançado por Elis Regina.
Em 1975, gravou seu segundo LP, "Caça à raposa", contendo exclusivamente canções em parceria com Aldir Blanc, com destaque para "O mestre-sala dos mares", "De frente pro crime", "Dois pra lá, dois pra cá" e "Kid Cavaquinho", já gravada com sucesso por Maria Alcina. Ainda nesse ano, juntamente com outros músicos, foi expulso da Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (Sicam). O grupo fundou, então, a Sombrás, atitude que provocou a criação do Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA), entidade governamental destinada a solucionar o problema da arrecadação de direitos autorais.
Em 1976, lançou o LP "Galos de briga", mais uma vez registrando exclusivamente sua parceria com Aldir Blanc, em canções como "Incompatibilidade de gênios", "Latin lover", "O ronco da cuíca" e "Rancho da goiabada", entre outras.
No ano seguinte, gravou o LP "Tiro de misericórdia", contendo novamente composições da dupla, como "Gênesis (Parto)", "Falso brilhante" e "Vaso ruim não quebra", além da faixa-título, entre outras.
Em 1979, lançou o LP "Linha de passe", com destaque para suas músicas "O bêbado e a equilibrista" (c/ Aldir Blanc) e "Sudoeste" (c/ Paulo Emílio), além da faixa-título (c/ Aldir Blanc e Paulo Emílio), entre outras.
No ano seguinte, gravou o LP "Bandalhismo", incluindo, mais uma vez, sua parceria com Aldir Blanc, nas músicas "Profissionalismo é isso aí", "Siri recheado e o cacete" e a faixa-título, entre outras, além de "Anjo torto" (c/ Guerra Baião) e "Tal mãe, tal filha" (c/ Paulo Emílio e Aldir Blanc).
Em 1981, lançou o LP "Essa é a sua vida", contendo canções com Aldir Blanc, como "Amigos novos e antigos", "Perversa" e "Cabaré", entre outras, além de "O caçador de esmeraldas" (c/ Aldir Blanc e Cláudio Tolomei). Nessa época, começou a realizar turnês internacionais.
Em 1982, gravou o LP "Comissão de frente", mais uma vez registrando músicas em parceria com Aldir Blanc, como "A nível de...", "Abigail caiu do céu" e a faixa-título, entre outras, além de "Nação", "Coisa feita" e "Galo, grilo e pavão" (todas com Aldir Blanc e Paulo Emílio).
No ano seguinte, apresentou-se no XVII Festival de Montreux (Suíça), ao lado de Caetano Veloso e Ney Matogrosso. O show foi registrado no LP "Brazil Night - ao vivo em Montreux". Ainda em 1983, realizou, no Teatro TUCA de São Paulo, sua centésima apresentação em shows. O espetáculo foi gravado e lançado no LP "João Bosco ao vivo: centésima apresentação". Nessa época, começou a diversificar suas parcerias, deixando de compor exclusivamente com Aldir Blanc.
Em 1984, participou do Festival Yamaha (Japão) com "Prêt-à-porter de tafetá", contemplada com o prêmio de Melhor Música. A canção foi registrada em seu LP "Gagabirô", lançado nesse mesmo ano, que incluiu também suas composições "Bate um balaio ou Rockson do Pandeiro", "Papel marché" (c/ Capinan) e "Senhoras do Amazonas" (c/ Belchior), além da faixa-título, entre outras.
Em 1986, gravou o LP "Cabeça de nego", contendo suas canções "Bote Babalu pra pular no pagode", "Quilombo" (c/ Aldir Blanc), "Odilê, odilá" (c/ Martinho da Vila), além da faixa-título, entre outras.
Em 1987, lançou o LP "Ai, ai, ai, de mim", contendo suas canções "Si si, no no", "As minas do mar" (c/ Aldir Blanc), "Quando o amor acontece" (c/ Abel Silva) e "Pirata azul" (c/ Capinan), entre outras.
No ano seguinte, participou do LP "Festival", do guitarrista Lee Ritenour. Ainda em 1988, gravou o LP "Bosco", cujo repertório incluía suas músicas "Funk de guerra", "Tenho dito" e "Jade", entre outras.
Em 1991, lançou sua parceria com Wally Salomão e Antônio Cícero no CD "Zona de fronteira", em canções como "Trem-bala", "Saída de emergência" e "Ladrão de fogo", entre outras, além de "Memória da pele" (c/ Waly Salomão) e "Granito" (c/ Antônio Cícero).
Em 1992, lançou o CD "Acústico MTV", que apresentou uma inovação no repertório, por incluir, além de suas próprias músicas, como "Odilê, Odilá" (c/ Martinho da Vila), "Tiro de misericórdia" (c/ Aldir Blanc) e "Papel machê" (c/ Capinan), entre outras, canções de outros compositores, como "Eleanor Rigby" (Lennon e McCartney) e "Fita amarela" (Noel Rosa), além da versão de Emílio Guerra "E então que quereis...?" (Maiakóvsky).
Em 1994, voltou a gravar um CD exclusivamente autoral: "Na onda que balança". O repertório incluiu "Por um sorriso" (c/ Abel Silva), "Indeciso coração", "Batalha de Dakar", "O espírito do prazer", "Liberdade" (c/ Cacaso) e "Momentos roubados" (c/ Belchior), entre outras.
Em 1995, lançou o CD "Dá licença, meu senhor", contendo composições de outros autores como "Se você jurar" (Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves), "Pai grande" (Milton Nascimento), "Desafinado" (Tom Jobim e Newton Mendonça), "Melodia sentimental (Floresta do Amazonas)" (Villa-Lobos e Dora Vasconcelos), "Um gago apaixonado" (Noel Rosa) e "Expresso 2222" (Gilberto Gil), entre outras, além de sua música "Pagodespell" (c/ Caetano Veloso e Chico Buarque).
Gravou, em 1997, o CD "As mil e uma aldeias", inaugurando uma parceria exclusiva com seu filho, Francisco Bosco. No repertório, as canções "Califado de quimeras", "Enquanto espero" e "Benguelô", além da faixa-título, entre outras. Apresentou-se, em turnê de lançamento do disco, com uma banda formada por Nico Assumpção, Ricardo Silveira, Armando Marçal e Robertinho Silva.
Em 1998, gravou a trilha sonora de "Benguelê", espetáculo do Grupo Corpo, que incluiu canções de sua autoria, como "Benguelô" (c/ Francisco Bosco) e de outros autores, como a faixa-título (Pixinguinha e João da Baiana).
Lançou, em 2000, o CD "Na esquina", consolidando sua parceria exclusiva com Francisco Bosco, com destaque para "Mama palavra", "Flor de Ingazeira", "Beirando a rumba" e a faixa-título, além das versões assinadas pela dupla para "Siboney", canção folclórica escrita por Dolly Morse e Ernesto Lecuona em homenagem à cidade cubana, "Passos de amador", para "Fools Rush in" (Johnny Mercer e Rube Bloom) e "Amar, amar", para "True Love", clássico de Cole Porter incluído na trilha sonora do filme "High Society". O disco contou com a participação de Jaques Morelenbaum (arranjos e regência de orquestra), Ricardo Silveira (violão e guitarra), Arthur Maia (baixo), Jorge Hélder (baixo), Zeca Assumpção (baixo), Paulo Calazans (piano), Cristóvão Bastos (piano), Téo Lima (bateria), Marçal (percussão) e Marcelo Costa (percussão), e foi lançado em show no Canecão (RJ). Ainda em 2000, apresentou-se no Festival de Ilhabela (SP), ao lado de Ivan Lins e do pianista cubano Gonzalo Rubalcaba. No final desse mesmo ano, apresentou-se no Teatro Central de Juiz de Fora (MG), acompanhado por uma banda formada por Glauton Campello (teclados), João Baptista (baixo), Nelson Faria (guitarra), Kiko Freitas (bateria) e Marco Lobo (percussão). O espetáculo foi gravado ao vivo, gerando o CD duplo "Na esquina - ao vivo", lançado em 2001.
Em 2003, gravou o CD "Malabaristas do sinal vermelho". Nesse mesmo ano, a Lumiar lançou o "Songbook João Bosco".
Comemorando seu 60º aniversário, lançou, em 2006, o CD e DVD "Obrigado, gente!", gravado no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A seu lado, os músicos Nelson Farias (violão e guitarra), Ney Conceição (baixo), Kiko Freitas (bateria), Armando Marçal (percussão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Aldivas Ayres (trombone), e ainda, em participações especiais, Djavan (em "Corsário", com Aldir Blanc), Guinga (em "Saída de emergência", com Wally Salomão e Antônio Cícero), Yamandu Costa (em "Benzetacil", com Aldir Blanc) e Hamilton de Holanda (em "Linha de passe", com Paulo Emílio e Aldir Blanc). Constam ainda do repertório suas canções "Incompatibilidade de gênios", "O ronco da cuíca", "Quilombo/Tiro de Misericórdia", "Escadas da Penha", "Prêt-à-porter de tafetá" e "O bêbado e a equilibrista", todas com Aldir Blanc, "Desenho de giz" e "Quando o amor acontece", ambas com Abel Silva, "Odilê, Odilá" (c/ Martinho da Vila), "Memória da pele" (c/ Wally Salomão), "Papel machê" (c/ Capinam) e "Jade". Assinou a produção musical João Mário Linhares. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Canecão (RJ).
No dia 28 de março de 2007, foi homenageado pelo Instituto Cultural Cravo Albin na série "Sarau da Pedra", projeto realizado com patrocínio da Repsol YPF e apoio da Dantes Livraria Editora. No evento, foi afixada no Mural da Música do instituto, diante da presença de várias personalidades da cena cultural carioca, uma placa com seu nome, a ele dedicada pela relevância de sua obra musical. Produzida por Heloisa Tapajós e Andrea Noronha, a comemoração contou com palestra do letrista e professor da UFRJ Abel Silva, e com um show do grupo instrumental Conexão Rio, com participação especial do saxofonista e flautista Zé Carlos Bigorna, com músicas de autoria do compositor homenageado. Ainda em 2007, participou da gravação ao vivo do projeto “Cidade do Samba” (CD e DVD), de Zeca Pagodinho e Max Pierre, apresentado por Ricardo Cravo Albin, interpretando em dupla com Daniela Mercury “De frente pro crime”, de sua parceria com Aldir Blanc.
Lançou, em 2009, o CD “Não vou pro céu, mas já não vivo no chão”, primeiro de inéditas desde 2003. No repertório, suas canções "Sonho de caramujo", "Navalha", "Mentiras de Verdade" e "Plural singular", todas com Aldir Blanc, "Desnortes", "Tanto faz", “Alma barroca” e "Tanajura", todas com Francisco Bosco, “Jimbo no Jazz" (c/ Nei Lopes) e “Pronto pra próxima” (c/ Carlos Rennó), além de “Ingenuidade” (Serafim Adriano). Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do disco na Modern Sound (RJ), acompanhado dos músicos Ricardo Silveira (guitarra e violão), Nei Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria).Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do disco na Modern Sound (RJ), acompanhado dos músicos Ricardo Silveira (guitarra e violão), Nei Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria).

26
MAI
Aniversariantes
Alex Rocha
Almir Chediak
Flávio Cavalcanti
Juju Fontoura
Osvaldo Santiago
Sivuca
Tony Tornado

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