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Lana Bittencourt

Irlan Figueiredo Passos
5/2/1931 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1954, iniciou sua vida artística, na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Logo gravou um "jingle" que fez muito sucesso na época. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco em 78 rpm, pela Todamérica, com os sambas "Samba da noite", de Luís Fernando e Wilton Franco, e "Emoção", de Emanuel Gitahy e Wilson Pereira. Logo depois, foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Nessa época, excursionou pelo interior do Brasil. Ainda em 1954, chegou a ter um programa exclusivamente seu na TV Paulista (canal 5 de SP), que tinha a duração de 30 minutos. Em 1955, transferiu-se para a Columbia, onde gravou grande parte de seus discos. O primeiro disco na nova gravadora tinha o fox "Juca", de Haroldo Barbosa, e o bolero "Johnny Guitar", de Victor Young, com versão de Júlio Nagib. Em seguida, gravou o samba "Pobre menino rico", de Vargas Jr. e Oscar Bellandi. Em 1956, gravou o samba canção "Quem se humilha", de Ricardo Galeno, o maxixe "Ataliba e seu Bombardão", de Haroldo Barbosa, e o samba-canção "Meu caso", de Betinho e Nazareno de Brito. No ano seguinte, gravou o bolero "Esquecimento", de Nazareno de Brito e Fernando César, o samba-canção "Se alguém telefonar", de Jair Amorim e Alcyr Pires Vermelho, que foi um de seus maiores sucessos, e o baião "Zezé", de Humberto Teixeira e Caribé da Rocha, que também conseguiu fazer um razoável sucesso. Ainda em 1957, fez sucesso com a rumba "Little darlin'", de M. Williams. Também no mesmo ano, lançou um LP com o samba canção "Se todos fossem iguais a você", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, então pouquíssimo registrado. Por conta do sucesso da interpretação de "Little darling" o produtor Nat Shapiro veio ao Brasil para convidá-la juntamente com Cauby Peixoto e Leny Everson a se apresentar no Ed Sullivan Show, na TV norte americana. Em 1958, gravou o samba-canção "Conselho", de Denis Brean e Osvaldo Guilherme. Nesse mesmo ano, lançou "Lana em Musicalscope", um de seus principais trabalhos, e que trazia dois de sues grandes sucessos já lançados anteriormente: "Se alguém telefonar" e "Little darlin'". Ainda em 1958, foi agraciada com o troféu Microfone de Ouro, instituído pela revista Radiolândia, depois de escolhida por um júri de críticos especializados e representantes de agências de propaganda como a "Melhor cantora do ano" no Rádio. Em 1959, lançou o samba "Amor sem repetição", de Lírio Panicali e Ester Delamare, e a valsa-rock "Quero-te assim", de Tito Madi. Em 1960, gravou dois sambas de Luiz Antônio: "Poema das mãos" e "Amor, amor". No mesmo ano, gravou o LP "Sambas do Rio", no qual interpretou composições de Tom Jobim e Luiz Antônio como:  "Amor, amor", "Poema das mãos", "Eu e o Rio", "Chorou chorou", "Estrada do amor" e "Ri", de Luiz Antônio, e "Longe é o céu", "Corcovado", 'Outra vez", "Só em teus braços", "Fotografia" e "Este teu olhar", de Tom Jobim. Em 1962, lançou, pela Columbia, o LP "Exaltação ao Samba", disco que seria relançado em 1969 pela CBS/Entré com o título de "Exaltação à Bahia" no qual interpretou os sambas "Os quindins de Yayá" e "Na Baixa do Sapateiro", de Ary Barroso; "Bahia Com "H", de Denis Brean; "Exaltação à Bahia" e "Bahia de todos os santos", de Vicente Paiva e Chianca de Garcia; "Oração ao Senhor do Bonfim", de Tito Madi; "A Bahia te espera", de Herivelto Martins e Chianca de Garcia; "Você já foi à Bahia", " O que é que a baiana tem" e "365 igrejas", de Dorival Caymmi; "Sinhá da Bahia", de Vicente Paiva e Luis Iglesias, e "Olhos verdes", de Vicente Paiva. Em 1963, transferiu-se para a CBS, e gravou com sucesso a música "Chariot", de Stolle e Del Roma. No mesmo ano, lançou o LP "O sucesso é Lana Bittencourt", sendo acompanhada por Astor e sua orquestra, com destaque para "Meu sonho em tuas mãos", de Fernando César e Britinho, "Canção de esperar o amor", de Carlito e Romeo Nunes, e "Teus olhos", de Sérgio malta e Romeo Nunes. Em 1965, gravou o LP "Lana no 1800", com as músicas "Castigo", de Dolores Duran, "Ma vie" e "Au revoir", ambas de Alain Barrière, Vidalin e Bécaud, além de um pot pourri intitulado "A voz do povo", com músicas de Luiz Vieira, João do Vale, Zé Kéti e outros.  Em 1982, lançou o LP Jubileu de prata", pelo selo AVM, no qual gravou "Sangrando", de Gonzaguinha, "Me deixas louca", de Armando Manzanero, e "Samba da noite", de Wilton Franco, além de regravar os sucessos "Little darlin'" e "Se alguém telefonar". Em 1986, gravou o LP "Karma secular", pelo selo Fermata, com destaque para as composições de autores contemporânoes como em "Rosa de viver", de Abel Silva e Sueli Costa, "A morte do imortal", de Nonato Buzar e Ronaldo Bôscoli, "Onde foi que eu errei", de Antonio Ferreira e Carlos Dafé, e a música título, de Ângela RoRo. Na década de 1990, teve o LP "Exaltação do samba", relançado em CD com o título do samba "Exaltação à Bahia", já que as 12 faixas do disco tem como tema a Bahia, como "Oração ao Senhor do Bonfim", de Tito Madi, e "Na baixa do sapateiro", de Ary Barroso, entre outras já citadas. Em 1998, teve lançado pela Polydisc um CD com seus maiores sucessos, incluindo "Ouça", de Maysa, "Maria, Maria", de Milton Nascimento e Fernando Brant, e "Olhos nos olhos", de Chico Buarque. Ainda na década de 1990, começou a fazer pequenos shows para eventos especiais, como casamentos, formaturas e almoços/jantares de celebração sempre acompanhada por um a três músicos. Em 2003, continuou em atividade, se apresentando em espetáculos e eventos pelo Brasil. Em 2006, apresentou-se com o cantor Márcio Gomes no Teatro Ipanema no show "Grandes nomes em sintonia", com acompanhamento do maestro Mirabeau, interpretando sucessos como "Força estranha", "Falando sério" e "Emoções", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, "Começaria tudo outra vez", de Gonzaguinha, "Chão de estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa, "Brigas", de Luiz Antônio, e "Canta Brasil", de David Nasser e Alcyr Pires Vermelho, entre outras. Em 2010, gravou, em show no Teatro Rival BR, seu primeiro DVD, dirigido pelo jornalista Rodrigo Faour, e intitulado "Lana Bittencourt - A diva passional" no qual interpretou sucessos como "Se alguém telefonar" e "Little darling", além de "New York, New York", "Sangrando", e "É", de Gonzaguinha, e "Bilhete", de Ivan Lins. O show contou com as particpações especiais de Ney Matogrosso, sua neta e cantora Mariana Braga, e Rogéria com quem cantou "Haja o que houver". Em 2012, passou a integrar o grupo As Cantoras do Rádio, em sua nova formação, que estreou no show "MPB pela ABL - A volta das cantoras do Rádio", récita única no auditório Raimundo Magalhães Jr., todas acompanhadas por Fernando Merlino, com apresentação, criação e roteiro de Ricardo Cravo Albin. Em 2013, apresentou-se na casa de espetáculos Miranda, na zona sul do Rio de Janeiro em show em homenagem à cantora e compositora Dolores Duran. No mesmo ano, foi lançado o DVD "A diva passional", o primeiro registro audiovisual da cantora, lançado pela "Coleção Canal Brasil" e contando com a participação da cantora Alcione. Em 2014, participou, juntamente com as cantoras Ellen de Lima  e Adelaide Chiozzo, do espetáculo "A Noite - Nas ondas da Rádio Nacional", apresentado no teatro Rival BR.

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