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Lauro Maia

Lauro Maia Teles
6/11/1912 Fortaleza, CE
5/1/1950 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Ainda cursava o antigo ginásio quando começou a apresentar-se, tocando piano no Cine-Teatro Majestic, em Fortaleza (CE). Mais tarde, com o adoecimento do pianista titular, passou a substituí-lo. Em 1935 começou a trabalhar na Ceará Rádio Clube dirigindo o programa "Lauro Maia e seu ritmo". Na mesma época, criou juntamente com Paulo Pamplona, Ubiraci de Carvalho, Roberto Fiúza e Antônio Fiúza, o Quinteto Lúpar. Em 1938, assumiu a direção artística da rádio e passou a dirigir a Orquestra Jazz PRE - 9. Em 1942 compôs o samba "Cara de judeu", grito de guerra da Escola de Samba Lauro Maia, que desfilou pela primeira vez, tornando-se grande sucesso em Fortaleza. Em 1943, o grupo Quatro Azes e Um Coringa gravou o xote "Fa-ran-fun-fan!..." e a marcha "Trem de ferro" , maior sucesso da sua carreira e que seria regravada em 1961, dois anos após sua morte, também com grande sucesso, por João Gilberto. Ainda em 1943, Orlando Silva o samba "Febre de amor" . Em 1944, o Quatro Ases e Um Coringa gravou a marcha "Palminha de guiné". Em 1945, Orlando Silva gravou outro sucesso de sua autoria em parceria com Humberto Teixeira, "Samba de roça". Nesse ano, transferiu-se em definitivo para o Rio de Janeiro, sendo contratado pela Rádio Tupi. No ano seguinte, a dupla teria outra composição gravada, desta vez por Joel e Gaúcho, "A marcha do balanceio". Em 1946, Ciro Monteiro gravou o samba "Deus me perdoe", parceria com Humberto Teixeira, e os Vocalistas Tropicais gravaram o balanceio "Tão fácil, tão bom". O primeiro é considerado uma das obras primas do seu repertório, por boa parte da crítica. No mesmo ano, retornou a Fortaleza por motivos de doença, lá permanecendo por dois anos. Em 1948, retornou ao Rio de Janeiro. Em 1950, Carmélia Alves gravou o baião "Trem o lá lá", da sua parceria com Humberto Teixeira. No mesmo ano, Stellinha Egg gravou da mesma dupla o baião "Catolé" e Raul de Barros o choro "Faísca". Misturando os ritmos típicos do Nordeste com a marchinha carioca, acabou criando um novo ritmo, o balanceio. Suas composições, a partir do lançamento de "Marcha do balanceio", gravada por Joel e Gaúcho, ficariam marcadas por esse novo ritmo. Luiz Gonzaga, atraído pelo balanceio, chegou a propor formar parceria com Lauro Maia, mas este, porém, indicou seu cunhado Humberto Teixeira. O balanceio foi considerado de difícil execução para os percussionistas. Os que melhor interpretaram suas obras foram os conjuntos cearenses Vocalistas Tropicais e Quatro Ases e Um Coringa. Seu principal parceiro foi Humberto Teixeira, com quem compôs, entre outras, "Balanceio tem açúcar", "Marcha do balanceio" e "Mariposa". Em 1993 foi apresentado no Teatro José de Alencar em Fortaleza o show "Lauro Maia - 80 anos", em sua homenagem, com o lançamento de um CD com composições de sua autoria interpretadas, entre outros, por Vocalistas Tropicais, Gilberto Milfont, Falcão, Fagner e Ednardo.

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