Letrista. Teatrólogo. Poeta. Pintor. Caricaturista. Escultor.
Filho de Luiz Peixoto de Castro e de Lucinda Miguez de Castro, irmã do compositor Leopoldo Miguez. Estudou no Colégio Alfredo Gomes, no Rio de Janeiro. O memorialista Luís Edmundo o conheceu ainda menino e o descreveu assim: "...magro, feio, narigudo, com duas pernas compridas de gafanhoto...". Muito bem humorado, envolveu-se em inúmeros episódios hilariantes. Segundo o jornalista Brício de Abreu, um desses episódios hilariantes se deu em 1922, quando o letrista e teatrólogo trabalhava na revista "Para todos", chegou na redação uma batina, vinda por engano de uma tinturaria e ele não sossegou enquanto não a vestiu. Resolveu então fazer uma blague com o diretor da revista, Pimenta de Melo. Foi ao seu gabinete, junto com Álvaro Moreira. Lá, para seu azar, encontraram o recém-eleito Presidente Artur Bernardes, reunido com Pimenta de Melo. O compositor não se intimidou. Dirigiu-se ao Presidente e em tom sério disse: "A igreja, meu filho, sente-se satisfeita com a sua eleição!". O presidente, comovido, beijou-lhe a mão, para desespero do diretor da revista. Começou a escrever um livro de memórias intitulado "Se não me falha a memória", que ficou inacabado. Foi sepultado no Cemitério São João Batista, no dia 15 de novembro de 1973, na presença de vários amigos e familiares: Eva Todor, Floriano Faissal, Tito Madi, Raimundo Magalhães, Bororó e outros.

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