Iniciou seus estudos no Conservatório Brasileiro de Música e na Escola de Música Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Sua formação como músico abrange instrumentos como o violão clássico e popular e a guitarra, além de estudos de Harmonia, que estudou com Célia Vaz e Improvisação, tendo Alexandre Carvalho, como professor. Aperfeiçou-se durante dois anos, estudando Harmonia Funcional, Improvisação e Percepção musical na Musiarte. Graduou-se em Música pela Uni-Rio. Participou de Workshops com os guitarristas Scott Henderson, Mike Stern, Joe Diorio e Frank Gambale. Concluiu o IIIº Curso de Jazz y Musica Moderna em Granada ( Espanha). Passou por diversos mestres, além dos já citados, como Maria Haro, Hélio Delmiro, Lula Galvão e Hélio Sena, com quem chegou a participar de um trio musical, tocando violão. Em 1999, conheceu o mestre Messias dos Santos, e desde então, começou a estudar etnomúsica e a tocar com este músico e compositor em lugares como o Teatro João Caetano, Teatro Rival e no extinto Atelier Arte Sumária em Santa Teresa. Através de Messias, conheceu o Mestre Darcy da Serrinha, com quem também tocou em apresentações. Esteve presente em encontros de jongueiros, conhecendo importantes representantes das comunidades jongueiras de Pinheral e da Fazenda São José. Nessas oportunidades, ampliou seus conhecimentos etnomusicais. Tem desenvolvido, em sua trajetória profissional, trabalhos significativos, como, entre outros: participação no Grupo Intrumental Filtro de Barro, com atuações em Minas Gerais e no Rio de Janeiro e que mereceu matéria de reportagem na TV Globo, em 1992; atuação no Trio Via Jazz que se apresentou em universidades ( Universidade Rural do Rio de Janeiro e Uni-Rio) e diversas casas de show no Rio de Janeiro, em 1996; atuação, entre 1998/1999 no Quarteto Marcô Onze e Meia , ao lado de Gabriel Improta, Rodrigo Villa e Victor Bertrami. O grupo atuou por mais de um ano em Santa Teresa, recebendo convidados como Ney Conceição, Yuri Popoff, Celso Blues Boy entre outros. Foi membro da Orquestra de Violões da Uni-Rio, no período de1996/1998. Em 2002, passou uma temporada na Europa, apresentando-se em países como Espanha, França e Inglaterra. Nessa ocasião, fez uma gravação com o músico mexicano Alejandro Monterdi. No mesmo ano, participou da gravação do CD e DVD "A Jacob seus Bandolins" como integrante da Oficina de Choro de Maurício Carrilho, na Sala Cecília Meirelles. Atuou com violão e viola tocando em musicais para teatro, como: "Morte e Vida Severina" espetáculo dirigido por Luis Fernando Lobo, com temporada no teatro João Caetano, em 2001 e "O Último Dia", apresentado em 2003, no CCBB, no Rio de Janeiro, dirigido por Sergio Britto, substituindo Marcus Ferrer. Desde 2002, toca viola em uma Folia de Reis em Rio Pomba-MG. Entre janeiro e fevereiro desse ano, fez participação especial no show do saxofonista italiano Toto Fabri, no importante Centro Cultural Eshavira, na cidade de Granada, na Espanha. Nesse espetáculo, Marcelo Lopes tocou viola de 10 cordas, chamando a atenção dos jornais locais que lhe fizeram elogiosa menção.
Em junho de 2004, apresentou-se com Messias dos Santos, no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, RJ, no show que encerrou a série "Viola de Arame na cidade do Rio de Janeiro", dentro do projeto "Vertentes Cariocas" que reuniu, durante os quatro fins de semana daquele mês, violeiros como, Marcos Ferrer, Yassir Chediak e Léo Rugero. Nessa apresentação, realizou- se o encontro da viola de arame com os ritmos de origem afro, como o calango e o jongo, tendo como convidado especial o sambista e calangueiro Davi do Pandeiro (da Portela). Marcelo Lopes integra o grupo de violeiros, liderados por Messias dos Santos, que se dedicaram à tentativa de fundar um Centro de Referência da Viola no Rio de Janeiro,dentro do Instituto Cultural Cravo Albin, com objetivos de resgatar e preservar a cultura da viola no estado. Em 2005, participou, como músico e assistente de produção, do projeto "Viola Instrumental Brasileira", resultado da pesquisa e análise de um universo de 257 músicas de diferentes regiões e que registrou toques, temas e cerca de 35 ponteados, característicos do instrumento, geralmente transmitidos pela tradição oral. O trabalho resultou em um livro de partituras, acompanhado de CD encartado, trazendo 11 violeiros selecionados e gravados in loco. O projeto teve curadoria de Paulo Freire, e revisão de Roberto Correa. O prefácio ficou por conta do etnomusicólogo Carlos Sandroni. A obra foi editada pela ArtViva Editora e teve lançamento em show na Modern sound, no Rio de Janeiro, com apresentações ao vivo de violeiros como Leo Rugero e Marcos Ferrer, além da própria Andrea Carneiro e de Roberto Correa e Paulo Freire. Em dezembro do mesmo ano, tocou no encontro de violeiros, realizado na sala Baden Powell, em Copacabana, RJ, ao lado de Marcus Ferrer, Léo Rugero, Yassir Chediak, Andrea Carneiro e Messias dos Santos. Sempre participando de diversos trabalhos musicais, em 2007, concluíu Mestrado na UNI-Rio, com a dissertação "A folia de mestre Célio em Rio Pomba (Minas Gerais): uma perspectiva etnomusicológica", com orientação da Professora Doutora Elizabeth Travassos.
Com sua viola, já excursionou pela Europa apresentando-se em países como Espanha, França, Inglaterra e Portugal. Pesquisador de nossas tradições musicais, em 2010 cursa o doutorado em música na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Nesse ano, sua agenda de shows mantém repertório de ritmos tradicionais como choro, jongo e calango, dividindo espaço com compositores contemporâneos como Milton Nascimento, Djavan e Hermeto Pascoal. Em junho e julho desse mesmo ano, segue apresentando-se em espaços culturais e bares, como o Bar do Marcô, em Santa Tereza, e a Livraria Largo das Letras, no Rio de Janeiro e no Bar Bacco, em Juiz de Fora (MG), sempre com a proposta de focalizar a música e os ritmos de diferentes cantos do Brasil.

11
FEV
Aniversariantes
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Alfredo Albuquerque
Brás Luis de Pina
Jether
Lápis
Romeu Silva
Sergio Mendes
Silvino Odorico Siqueira
Zé Carioca

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