Iniciou sua carreira profissional em Recife, tocando bateria em cabarés. Mais tarde, foi percussionista da Banda Municipal local. Acompanhou Gilberto Gil em shows pelo Nordeste.
Em 1967, viajou para o Rio de Janeiro, onde conheceu Maurício Mendonça, Nélson Angelo, Joyce e Milton Nascimento, com quem atuou na gravação de dois LPs.
No ano seguinte, seguiu para São Paulo. Ao lado de Nélson Angelo, Franklin e Geraldo Azevedo, fez parte do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré em "Pra não dizer que não falei de flores" na fase paulista do III Festival Internacional da Canção.
Em 1969, apresentou-se com Gal Costa no Curtisom e no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
De volta ao Rio de Janeiro, formou o Trio do Bagaço, com Nélson Angelo e Maurício Maestro, apresentando-se, com o grupo, no México, a convite de Luis Eça.
Atuou na trilha sonora de "Pindorama", filme de Arnaldo Jabor. Nessa época, conheceu Gato Barbieri, com quem viajou para Nova York (EUA) para a gravação de um disco. Nesta cidade, participou de festivais de jazz, como o de Chateau Vallon, e gravou com Jean-Luc Ponty, Don Cherry, Roff Kün, Oliver Nelson e Léon Thomas.
Mais tarde, viajou para a Europa. Fez contato com gravadoras parisienses através de Pierre Barrouh. Apresentou-se no Teatro Ranelagh e foi convidado a gravar com Joachin Kunhu, na Alemanha, seguindo, depois para Montreux (Suíça), onde realizou mais um show. Atuou durante dois anos com o Quarteto Iansã, na Europa. Seguiu, depois, para a África, onde permaneceu durante seis meses fazendo pesquisas. Seu primeiro LP, "Africadeus", foi gravado no exterior. Ainda na Europa, compôs a trilha sonora de uma novela para a televisão francesa com temas brasileiros. Em Portugal gravou um disco no dialeto angolano quimbundo.
Em 1972, retornou ao Brasil e apresentou, no Teatro Fonte da Saudade, o material com que participou de festivais e gravações com Don Cherry, Tony Williams, Art Blakey, Miles Davis e Oliver Nelson, entre outros, utilizando instrumentos de percussão como o berimbau e a queixada de burro. Nessa apresentação, interpretou o repertório de seu disco "Africadeus" e uma bachiana de Villa-Lobos, regendo um coral e atuando como único músico do show.
No ano seguinte, gravou seu segundo LP, "Amazonas", lançado pela Philips, mesclando o ritmo brasileiro ao folclore africano.
Ainda na década de 1970, voltou a Paris, onde realizou um trabalho com crianças excepcionais.
Trabalhou durante oito anos com Egberto Gismonti, com quem gravou, na Alemanha, o LP "Dança das cabeças" (1977), nomeado Álbum do Ano pela "Stereo Review" e premiado com o Grober Deutscher Schallplattenpreis.
Em 1979, gravou o LP "Egberto Gismonti & Naná Vasconcelos & Walter Smetak". Nessa época, transferiu-se novamente para Nova York. Atuou com artistas internacionais como Pat Metheny, B.B. King e Paul Simon.
É autor da música de "O sertão das memórias", filme de José de Araújo.
Em 1997, voltou ao Brasil para organizar, com Gilberto Gil, o IV Panorama Percussivo Mundial, realizado no Teatro Castro Alves, do qual participaram artistas de vários países do mundo.
Em 1999, lançou o CD "Contaminação", contendo suas composições "Science" (c/ Vinicius Cantuária e Mércia Rangel), "Tá na roda tá", "Irapurú", "Quase choro", "Luz de candeeiro", "Cajú" e "To you to", todas com Vinicius Cantuária, "Lágrimas", "Coco lunar", "Forró do Antero" e "A seca" (c/ Dino Braia, Mércia Rangel e Alceu Valença), além de "Ciranda" e da faixa-título, ambas com Mércia Rangel.
Em 2000, participou do CD da banda Via Sat.
No ano seguinte, lançou o CD "Fragmentos", uma compilação de temas que compôs para filmes e espetáculos teatrais. No repertório, " Vento chamando vento", "Mundo verde", "Sertão das memórias", "Forró do Antero", "Vozes", "Vamos pra selva", "Caminho dos pigmeus" e "Gorée", além de sua versão para "Marimbariboba" (Domínio Público). Também nesse ano, participou, como arranjador, do CD "Cordel do Fogo Encantado".
Em 2002, lançou o CD "Minha Lôa", contendo suas composições "Futebol", "Afoxé do Nêgo Véio", "Estrela negra" (c/ João de Souza Leão), "Goreé", "Macaco", "Don's rollerskates (Tributo a Don Cherry)" e "Curumim", além de "Voz Nagô" (Paulo César Pinheiro e Pedro Amorim), "Isleña" (Kiko Klaus), "Caboclo de lança" (Erasto Vasconcelos e Esdras) e "Forró das meninas" (Erasto Vasconcelos, Guga e Murilo).
Lançou, em 2005, o CD "Chegada", com a participação de César Michiles (flautas e saxes), Lui Coimbra (cello, charango e violão), Chiquinho Chagas (piano, teclados e acordeon) e Lucas dos Prazeres (percussão).
Em 2006, lançou o CD "Trilhas", reunindo temas que compôs para os filmes "Quase dois irmãos", de Lucia Murat, "Nizinga", de Rose Lacret e Otávio Bezerra, e "Ori - Canção para Aisha", de Raquel Gerber, e para os espetáculos de dança "Corpos luz", da companhia de balé Dança Vida, de Ribeirão Preto, e "Balé de Rua - Uma história brasileira", da companhia Balé de Rua, de Uberlândia. Em todas as faixas, o músico assina voz e percussão.
Em parceria com Marcos Suzano, Caito Marcondes e Coração Quiáltera, lançou, em 2010, o CD “Sementeira: Sons da Percussão”, contendo suas composições “Sementeira”, “Ifá”, “Convite” e “Ensaio geral”, todas com Caito Marcondes, Marcos Suzano e Coração Quiáltera, “Lua Nova” (c/ Coração Quiáltera) e “Nada mais sério”, além de “Triciclo” e “Ditempus Intempus”, ambas de Coração Quiáltera), “Canto de trabalho” (Caito Marcondes) e “No morro” (Marcos Suzano).

26
MAI
Aniversariantes
Alex Rocha
Almir Chediak
Flávio Cavalcanti
Juju Fontoura
Osvaldo Santiago
Sivuca
Tony Tornado

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