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Paraíso

José Plínio Transferetti
1/6/1947 Elias Fausto, SP

Dados Artísticos

Em 1967, com João Antônio Benedutti, o Cristiano, formou a dupla Cristiano e Cristalino, assumindo assim esse nome artístico. No mesmo período, a dupla Cristiano e Cristalino venceu o Festival de Música Sertaneja da TV Cultura e recebeu como prêmio o direito de gravar pela Chantecler a música "Nossa mensagem", de Goiá. Ganhou também a oportunidade de se apresentar por um ano na Rádio Nove de Julho. Nesse período, composições de sua autoria começaram a fazer sucesso, em gravações de Abel e Caim e Lourenço e Lourival.

Em 1974, trocou seu nome artístico para Smith e formou com Aparecido Tomás de Oliveira, o Scoth, a dupla Smith e Scoth. Em 1975, gravaram o primeiro LP, com destaque para três composições da dupla Benedito Siviero e Sebastião Victor, "O abajur", "Minha santa pecadora" e "Deu zebra na minha vida". Em 1976, gravaram também pela Continental um segundo LP, com destaque para "O vento", de Nei e Vitório. No mesmo período apresentaram-se na Rádio Record de São Paulo no programa "Linha sertaneja classe A", no qual se apresentaram entre outros, Lourenço e Lourival.

Em 1978 a dupla mudou seu nome para Tomás e Timóteo e lançou novo disco pela Tapecar, com o sucesso "Inferno da Vida", de Benedito Sevieiro e Tomás.

Em 1978, Paraíso foi convidado pelo violeiro Tião Carreiro para formar dupla com ele em substituição a Pardinho. Mudou então o nome artístico para Paraíso, formando, até 1981 a dupla Tião Carreiro e Paraíso, tendo gravado quatro LPs.

Com o retorno da dupla Tião Carreiro e Pardinho, Paraíso passou a se dedicar mais a composições e produção de discos na área sertaneja. Nesse período, gravou com César e Paulinho, dupla que ele criou, o sucesso "Noite Maravilhosa". E, em parceria com José Fortuna, cria músicas que se tornariam clássicos do nosso cancioneiro popular, como "O Ipê e o Prisioneiro".

Como produtor de discos na gravadora Continental, foi o responsável pelo lançamento da dupla João Paulo e Daniel, que fez sucessos com as composições "Fazenda de São Francisco" e "A loira do carro branco", as duas de sua parceria com José Fortuna. Em 1986, formou com João Leôncio a dupla

Mococa e Paraíso. Em seguida, a dupla lançou um LP em que se destacaram as composições "Saco de ouro", de sua autoria e Carlos César, "Orelhão azul", de Morgado e Carlos César, "Os homens não devem chorar", clássico de Mário Zan, e "O ipê e o prisioneiro". Após 1986, Mococa e Paraíso gravaram diversas composições, dentre as quais destacam-se "O sinuelo", parceria com José Fortuna e Nhô Morais, "Mãe das mães", de José Vitor, Sebastião de Assis e Sandro Lúcio, "O pulo do gato", de Paiva e Gama, e "Pulôver de lã", com Jesus Belmiro.

Em 1997 teve três composições gravadas pelo jovem violeiro Rodrigo Mattos no CD "Juventude na viola": "Prova do laço", "Relembrando Tião Carreiro", com Jesus Belmiro e "Tô saindo, tô entrando", com José Fortuna.

Continuando em plena atividade também de produtor musical em 2004, roduziu o CD da dupla sertaneja de cantores e violeiros Kaetano e Kadu, merecendo de Inezita Barroso, no programa "Viola, minha viola" calorosa mensagem de parabéns pelo trabalho. Também mantendo a dupla com Mococa, em 2005, apresentou-se com o parceiro no programa "Viola, minha viola", em edição de homenagem ao compositor Jesus Belmiro, com quem mantém parceria em composições, desde 1975.

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