Estreou no Rio de Janeiro, contratado para atuar no Teatro Chantecler (situado à Rua Visconde do Rio Branco), em abril de 1911. Era a época do cinema mudo, e sua voz era uma das que falavam e cantavam durante a exibição do filme "Vida, paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo", da Pathé Frères. Pouco depois, o Chantecler passou a ser exclusivamente teatro, e em 1912, apresentava em seu palco uma companhia de operetas vienenses, dirigida pelo ator Martins Veiga.
Integrou o elenco, vivendo um dos papéis principais de "Eva", de Franz Lehar, em tradução e adaptação de Osório Duque Estrada. Na mesma temporada, participou, ainda, das operetas "Conde de Luxemburgo", "Viúva alegre", entre outras. Sua voz de tenor foi muito aplaudida pelo público. Apresentou-se ainda em festivais e atos variados, cantando romanzas, canções napolitanas e modinhas. Por volta de 1913, ingressou no Teatro São José, atuando em revistas e burletas, destacando-se sempre nos números musicados. Com sua morte em 1914, alguns colegas de elenco, principalmente, o ator Alfredo Silva, organizaram no Teatro São José, uma apresentação da opereta "A mulher-soldado", realizada em benefício da família do cantor. Logo após sua morte, estreava no mesmo Teatro São José, o tenor Vicente Celestino, que se tornaria um dos grandes ídolos da Música Popular Brasileira.

27
MAI
Aniversariantes
Carlos Pena Filho
Carolina Cardoso de Menezes
Felipe Ávila
Godinho
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