No Rio de Janeiro, procurou o flautista Duque Estrada Meyer, então professor do Instituto Nacional de Música. Sua desenvoltura e talento impressionaram o professor, que, considerando o músico de 20 anos como um "brilhante em bruto", tomou para si a responsabilidade de lapidá-lo. O mestre o preparou para o exame de admissão no Instituto Nacional de Música, no qual se matriculou já no terceiro ano. Nessa época, "por preços irrisoriamente pagos", segundo seu irmão Cícero, gravou diversos discos para a Casa Edison.
Músico estudioso e obstinado, o flautista concluiu em dois anos o curso do INM, previsto para ser realizado em seis anos. No exame final, realizado em 1902, superou todos os seus colegas, tendo sido aprovado com distinção. Concorreu ainda ao concurso especial, cujo prêmio era uma flauta de prata, do qual saiu também vitorioso. Com uma excelente leitura à primeira vista era disputado pelas melhores orquestras do Rio de Janeiro, trabalho que raramente aceitava, mesmo atravessando dificuldades financeiras, devido a seu ideal de tornar-se um concertista. Entre 1904 e 1906, foi contratado por Fred Figner, gravando para a casa Edison.
Em 1904, em seu primeiro disco, gravou acompanhado de Serpa no violão a peça "Zamacueca", de José White. Em seguida, gravou em solo de flauta a peça clássica "Noturno nº1", de Chopin. No mesmo período, gravou as primeiras composições de sua autoria: "Variações de flauta", a valsa "Primeiro amor", um de seus maiores sucessos e verdadeiro clássico do repertório flautístico e a mazurca "Margarida". Gravou também a polca "Só para moer", de Viriato e outra peça clássica, a "Serenata", de Franz Schubert. Em 1905, gravou a "Serenata", de Gaetano Braga e a romança "Serenata de amor", de sua autoria. Em 1906, gravou a valsa "Amor perdido" e a polca "Zinha", de sua autoria.
Conhecido por seu virtuosismo, foi convidado a se apresentar no Palácio do Catete para o então Presidente Afonso Pena. Com o desejo de viajar para a Europa a fim de aperfeiçoar seus estudos, empreendeu uma turnê por estados brasileiros, a fim de reunir recursos para sua futura viagem. Apresenta-se em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, obtendo grande sucesso e recebendo críticas elogiosas dos principais jornais. No interior de São Paulo, apresentou-se acompanhado ao piano pelo futuro compositor Marcelo Tupinambá, ná época um adolescente de 15-16 anos de idade. Em Florianópolis, após apresentar-se brilhantemente em um concerto, contraiu difteria, vindo a falecer cinco dias depois. Seu funeral foi promovido pelo Governo de Santa Catarina.
O flautista deixou algumas composições, principalmente para flauta e piano, muitas das quais gravadas posteriormente. Em 1928, teve a "Fantasia de concerto" , números 1 e 2 gravadas ao saxofone por Ladário Teixeira na Parlophon. Comemorando o cinqüentenário de sua morte, o flautista Altamiro Carrilho gravou na Copacabana o LP "Revivendo Patápio". Em 1967, o flautista Lenir Siqueira, acompanhado ao piano por Alceu Bocchino, gravou na Odeon o LP "Relembrando Patápio". Segundo os pesquisadores Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo, o flautista foi tão popular em sua época que seu discos permaneceram em catálogo por vinte anos. Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o ICCA - Instituto Cultural Cravo Albin a caixa "100 anos de música popular brasileira" com a reedição em 4 CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e 1975. No volume 1 desses CDs está incluída sua valsa "Primeiro amor" na interpretação de Altamiro Carrilho e seu conjunto.

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MAI
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