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Ras Bernardo


Belford Roxo, RJ

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Dados Artísticos

Na década de 1980, junto a outros amigos, fundou a banda de reggae Lumiar para participar de um festival de música na cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Anos mais tarde a banda mudaria o nome para Cidade Negra.

As primeiras apresentações da Lumiar foram no NEC (Núcleo Experimental de Cultura) que funcionava dentro da antiga sede da UNE (União Nacional do Estudantes) no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, onde também se apresentavam outras banda de reggae, entre elas KMD-5 (futura banda Negril), Ubandu du Reggae e Don Luiz Rasta. Logo depois, ainda integrando a banda Lumiar, apresentou-se inúmeras vezes no Circo Voador, na Lapa.

No ano de 1989, a banda Lumiar mudou o nome para Cidade Negra e gravou o primeiro disco em 1991. Intitulado "Lute para viver", lançado pela gravadora Sony, o disco trouxe o primeiro sucesso da banda, a faixa "Falar a verdade", com letra de Ras Bernardo, além de "Pensamento" (Ras Bernardo, Bino, Da Gama e Lazão), destacando-se também a faixa-título, que também alcançou grande sucesso na época, além de outras faixas como "Assassinatureza", "Mensagem", esta última faixa contou com a participação especial do jamaicano Jimmy Cliff. Essa participação rendeu-lhes o convite para tocar no ano seguinte no mais importante festival internacional de reggae, o "Sunsplash", que ocorre todo ano na baía de Mondego, Jamaica. Ainda neste ano a banda abriu o show do grupo Steel Pulse, na França. No mesmo ano de 1992, a banda gravou o segundo disco, "Negro no poder", do qual se destacou a faixa-título, com letra de autoria do próprio Ras Bernardo. Também tiveram aceitação razoável na mídia outras faixas do sico, entre as quais "Incandescente ser", "Há motivos" e "Conciliação". O disco foi o último do cantor ainda integrando a banda, pois passou a se dedicar à carreira-solo, sendo substituído por Toni Garrido.

No ano de 1996, já em carreira-solo, lançou o CD "Atitude pátria".

Em 2006 gravou a faixa "No morro não tem play", incluída na coletânea "Brasil Riddims volume I", da gravadora Digitaldubs, especializada em reggae.

No ano de 2007 participou de outra coletânea da mesma gravadora, "Diáspora riddims" e lançou o disco solo "Jáh é luz".

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