Compôs para o carnaval de 1936 o samba "Assim começou" gravado por J.B. de Carvalho na Victor. Em 1937, fez sucesso com o samba-choro "Apanhei um resfriado" e a toada "Vou deixar meu Ceará", ambos gravados por Almirante. Nesse ano, Odete Amaral gravou na Victor o samba "Eu ouvi dizer", com Leonel Azevedo. Sua obra mais conhecida, feita em parceria com Nássara, seu ex-aluno de Desenho, foi a marcha "Periquitinho verde" gravada por Dircinha Batista na Odeon e lançada em janeiro de 1938. Composta, às pressas, no estúdio, para completar o disco de Dircinha Batista, esta marcha iria se tornar ao lado de "Touradas em Madri", de João de Barro e Alberto Ribeiro, um dos maiores sucessos do carnaval de 1938. Para este mesmo carnaval, lançou a marcha "Arca de Noé", também em parceria com Nássara, gravada por Almirante e três anos depois por Carmen Miranda, nos E.U.A. Ainda nesse ano, teve gravadas pelo cantor português Manoel Monteiro as marchas "Terra americana", com Jocafe, e "Não vale a pena", com Clóvis Mamede, e mais quatro composições gravadas por Jararaca: as marchas "Flauta de bambu", com Nássara, lançada para o carnaval seguinte; "Menina chorona", com Jararaca; o batuque "Aonde tá o tatu", com Jararaca, e a toada "Tem de tudo".
Para o carnaval de 1939, escreveu a marcha "Caramuru", gravada por Aracy de Almeida, parceria com Nássara. Do mesmo ano, é a valsa "Por ti", com Leonel Azevedo, gravada por Orlando Silva, com grande sucesso, a gravação de Carmen Miranda e Almirante do samba-choro "Cozinheira grã-fina" e do choro "Do outro mundo", com Francisco Fernandes, lançado por Almirante. Ainda nesse ano, Luiz Americano lançou a valsa "Francis" e o choro "Pisando em brasas", gravados ao saxofone no ano anterior.
No carnaval do ano seguinte, apareceu com a marcha-frevo "Sai coió", gravada pelas Irmãs Pagãs, a marcha "Macaco quer banana", gravada por Linda Batista, as duas em parceria com J.Piedade, e com a marcha "Ó baiana", com Bráulio Carvalho, gravada por Almirante. Neste mesmo ano, Dorival Caymmi gravou o samba-jongo "Navio negreiro", com J. Piedade e Alcyr Pires Vermelho, e J. B. de Carvalho o samba "Não há quem possa", com Edgard Freitas.
Em 1941, Linda Batista gravou na Victor a valsa "Tudo é Brasil", com Vicente Paiva, o samba "Batuque no morro", com Russo do Pandeiro, e a batucada "É ou não é?", com Zé Pretinho, e Nelson Gonçalves, também na Victor o samba "Quem fala é o coração", com Valdemar de Abreu. Também nesse ano, Francisco Alves gravou a marcha "Deixa a mulher sossegada", com Valfrido Silva.
No carnaval de 1942, fez sucesso com a marcha "Passo de avestruz", gravada por Almirante. Nesse ano, o Trio de Ouro gravou a marcha "Dança la conga", com Príncipe Pretinho, e Léo Albano lançou o na Victor o fox "Tudo é Brasil", com Vicente Paiva, consagrado posteriormente como samba-exaltação. Em 1943, Heleninha Costa gravou na Columbia o samba "Ninguém sabe o que quer", parceria com Vicente Paiva, e a cantora Marilu gravou na Victor o samba "Ele já não te ama", com Valfrido Silva. No ano seguinte, Aracy de Ameida gravou na Odeon o samba "Tudo passa", com Newton Teixeira, e Cyro Monteiro o samba "Ouro de lei", com Valdemar de Abreu, e o grupo vocal As Três Marias o samba "Batuque no morro", com Russo do Pandeiro, os dois na Victor. Fez com Pedro Caetano o samba "Sopa no mel" gravado pelo grupo Quatro Ases e Um Coringa na Odeon em 1947, mesmo ano em que Heleninha Costa gravou o maxixe "Ginga", na Continental. No ano seguinte, na gravadora Star, Marlene gravou o maxixe "Brasil diferente", com Gadé, e Leda Barbosa a marcha "Mulher geniosa", com Alcyr Pires Vermelho.
Teve a marcha "Um sonho que eu sonhei", com Alcyr Pires Vermelho, gravada por Zezé Gonzaga na Sinter em 1952. Em 1955, seu samba-jongo "Navio negreiro" foi regravado por Osni Silva na Odeon. Três anos depois, Jorge Goulart regravou na Continental o samba "Tudo é Brasil", com Vicente Paiva. Afastou-se da carreira artística na década de 1950, passando a dedicar-se exclusivamente às atividades do magistério.
Em 1981, a valsa "Por ti", com Leonel Azevedo, foi regravada por Gilberto Alves no LP "O fino da seresta volume 2".

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MAI
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