Em 1930, o samba "Arranjei outra", parceria com Dan Malio Carneiro foi gravado na Odeon por Francisco Alves. Ao chegar ao Rio de Janeiro, apresentou suas composições ao também paulista Eduardo Souto, que conseguiu que uma delas, o samba "Silêncio", fosse gravada na Odeon por Luís Barbosa e Vitório Lattari. A mesma obra foi incluída na revista "Bibelô", de De Chocolat e ainda vencedora de concurso realizado pelo "Correio da Manhã". Nesse ano, atuou como pianista no cabaré "A caverna", do Cassino Beira Mar.
Em 1932, nos estúdios da Odeon, Eduardo Souto o apresentou a Noel Rosa. Ao mostar uma de duas melodias, Souto sugeriu a Noel que escrevesse uma letra, iniciando-se assim parceria histórica com o clássico "Feitio de oração", gravado por Francisco Alves em dueto com Castro Barbosa em 1933, uma das mais frutíferas e instigantes parcerias da Música Popular Brasileira.
A segunda composição da dupla foi o samba "Feitiço da Vila" lançado em 1934 por João Petra de Barros na Odeon. A estes, seguiram-se: "Provei", "Quantos beijos", "Só pode ser você", "Conversa de botequim", "Cem mil-réis", "Tarzan, o filho do alfaiate", "Pra que mentir" e a "Marcha do dragão" composta para fins publicitários. Nestas composições, fez inicialmente a melodia e Noel colocou a letra. No caso de "Mais um samba popular", compôs a melodia, escreveu o estribilho e colocou o título. Noel modificou o estribilho e escreveu os versos da segunda parte. Ainda em 1934, foi contratado pelo clarinetista Luís Americano para atuar no Lido, passando pouco depois a substituir Luís Americano na chefia da orquestra. Gravou ainda nesse período, com sua orquestra na Columbia, as músicas "Maestro marmelada" e "Is it all right?", cujos autores não foram indicados so selo do disco. Em 1935, teve a valsa "Natália" gravada ao saxofone por Luis Americano na Odeon com seu acompanhamento ao piano. Nesse ano, o samba "Conversa de botequim", com Noel Rosa e que se tornaria um clássico foi gravado pelos próprio Noel Rosa. No ano seguinte, dois novos sambas em parceria com Noel Rosa foram gravados também por Noel, dessa vez em dueto com Marília Batista, "Provei" e "Cem mil réis". Em 1937, teve o samba "Seja o que Deus quiser", com Mário Morais gravado por Nuno Roland na Odeon.
Em 1938, atuou pelo período de quatro meses no Cassino Tênis Clube de Petrópolis. Nesse ano, Sílvio Caldas gravou na Victor o samba "Pra que mentir", parceria com Noel Rosa. Em abril de 1939, embarcou para os Estados Unidos com a Orquestra Romeu Silva, para tocar no Pavilhão Brasileiro da Feira Mundial de Nova Iork, quando também se exibiram Carmen Miranda e o Bando da Lua. Permaneceu nos Estados Unidos, seguindo para a Califórnia, onde trabalhou com Carmen Miranda e o Bando da Lua, participando de vários filmes, dentre os quais, "Uma noite no Rio" (That night in Rio, de Irving Cummings) onde aparecia tocando instrumento de percussão, quando anteriormente já havia gravado a parte de piano. Posteriormente, integrou várias orquestras americanas. Prosseguiu como pianista de Carmen Miranda e do Bando da Lua, participando também como orquestrador de vários filmes em que estes atuavam, como "Weekend in Havana" (Aconteceu em Havana) e "Spring time in the Rockies" (Minha secretária brasileira).
Em 1943, fez shows em teatros e nightclubs, tendo recebido neste mesmo ano convite de Walt Disney para musicar o desenho de longa-metragem "Saludos, amigos", onde o personagem Zé Carioca aparece como símbolo do Brasil. Em 1945, deixou de atuar ao lado de Carmen Miranda e do Bando da Lua, passando a integrar orquestras norte-americanas. Por essa época, teve aulas de harmonia, contraponto, orquestração e regência com o compositor Mario Castelnuovo Tedesco. Em 1948, recebeu convite de Carmen Miranda para acompanhá-la em uma excursão a Londres. De volta aos Estados Unidos, passou a viver em Nova Iork. Em 1949, ingressou na companhia da bailarina Katherine Dunham, com quem excursionou pela Europa.
Em 1950, apresentou-se na Broadway como diretor de orquestra dessa companhia. Excursionaram pela América do Sul, percorrendo diversos países e no Brasil passaram por Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda em 1950, dois de seus sambas com Noel Rosa foram relançados com grande sucesso por Aracy e Almeida, "Conversa de botequim" e "Feitiço da Vila".
Em 1954, voltou ao Brasil inicialmente de férias, mas acabou ficando definitivamente. Enfrentou problemas com os direitos autorais de suas músicas, pois seu nome nem sequer constava como autor. Passou a atuar como pianista em gravações e a trabalhar como orquestrador para a Continental e para a Rádio Mayrink Veiga. Em 1955, Helena de Lima gravou com sucesso o samba-prelúdio "Prece", considerado pela crítica como uma de suas músicas mais inspiradas, e que seria regravado dois anos depois pelo Trio Nagô e "Coração, atenção", parcerias com Marino Pinto, gravações as quais acompanhou com sua orquestra. Ainda em 1955, acompanhou na Continental com seu conjunto o cantor Jamelão na gravação dos sambas "Corinthians, campeão do centenário" e "Oração de um rubro-negro", ambos de Billy Blanco e a cantora Dalva de Andrade na valsa "Linda Espanha", de Altamiro Carrilho e Armando Nunes e no samba-canção "Aquele quarto", de Osvaldo Nunes e Aníbal Campos. Com sua orquestra, acompanhou no mesmo período Aracy de Almeida na gravação do samba-toada "Cafuné", de Dênis Brean e Gilberto Milfont e no samba "Conselho inútil", de Miguel Gustavo, e Gilberto Milfont na marcha "Dois mil e quatrocentos", de Paquito e Romeu Gentil e no samba "Batendo cabeça", de Haroldo Lobo. Também no mesmo ano, gravou com seu regional na Continental o samba "Conversa de botequim", com Noel Rosa e o choro "Duvidoso", de sua autoria e, com vocal de Zezinho, o samba "Tarzan o filho do alfaiate", parceria com Noel Rosa e o choro "Não sobra um pedaço", de Bororó e Aregivo.
Em 1956, atuou com "Os Copacabana" na Boate Casablanca e lançou pela Continental o LP "Dançando com Vadico". No ano seguinte, ingressou na TV Rio como diretor musical. Seguiu atuando como pianista em clubes noturnos. Durante o tempo que esteve fora do país praticamente não compôs. Ao chegar ao Brasil, musicou versos de David Nasser.
Em meados dos anos 1950, Vinícius de Moraes, com quem compôs "Sempre a esperar", gravada no LP "Elizeth canta Vinicius", da Copacabana em 1963, chegou a pensar em seu nome para musicar a peça "Orfeu da Conceição", mas como ele hesitasse em aceitar a tarefa, a peça de Vinícius acabou sendo musicada pelo então jovem compositor Antônio Carlos Jobim, por sugestão de Lúcio Rangel. Em 1959, Carminha Mascarenhas gravou na Polydor o samba-canção "Dormir...sonhar", com Herberto Sales, futuro integrante da Academia Brasileira de Letras.
Em 1960, Elizeth Cardoso gravou na Copacabana o samba-canção "Até quando?", pareceria com Marino Pinto. Em 1962, gravou na etiqueta Festa o LP "Festa dentro da noite". No início dos anos 1980, a gravadora Eldorado lançou um LP póstumo com algumas de suas canções inéditas interpretadas por diversos instrumentistas.

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MAI
Aniversariantes
Carlos Pena Filho
Carolina Cardoso de Menezes
Felipe Ávila
Godinho
Ivete Sangalo
Osmar Milito
Renato Rocha
Sérgio Cabral

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